Mais de 90% dos internautas pesquisam na web antes de realizar a compra de um produto/serviço, é o que afirma um estudo divulgado pela empresa de pesquisas TNS Research International.
Realizada em janeiro, a pesquisa entrevistou mil usuários da web de ambos os sexos, com idade de 16 a 35 anos, residentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Salvador (BA).
No relatório, intitulado “Decodificando as Necessidades Digitais”, a TNS alerta que a internet é um espaço cada vez mais estratégico na ampliação de visibilidade de empresas e marcas. Ao mesmo tempo, constata que muitas companhias não sabem como atuar junto aos consumidores da web, o que acaba dificultando o posicionamento e desenvoltura destas empresas no meio online.
O boca-a-boca digital marca a sua presença: 76% dos entrevistados procuram dados em fóruns ou blogs, 50% deles já chegaram a mudar sua opinião sobre uma compra ao encontrarem uma opinião negativa e 28% fecharam a negociação baseados no relato de outros consumidores.
E-commerce

Segundo o levantamento, o porcentual dos que usam a internet para pesquisar sobre produtos e serviços antes de comprar ou contratar é de 92%. Para estes, as principais fontes são os sites de e-commerce e os serviços de comparação de preços na web.
O uso prioritário da rede para visualização de e-mails faz parte do perfil de 99% dos entrevistados, seguido pelo uso de redes sociais (93%) e serviços de mensagens instantâneas (92%).
Os dados da TNS Research ajudam a entender as principais atividades dos internautas em cada um dos principais segmentos de interação online (blogs, sites, fóruns, redes sociais e entretenimento) e quais são as implicações disso para o setor de marketing.
O uso das redes sociais como veículo para compartilhar de informações (43%), por exemplo, pode ser explorada por campanhas de marketing viral. É o caso da campanha de lançamento da operadora Aeiou: em 2008, a empresa gravou um vídeo promocional com algumas figuras populares do YouTube.
Para as companhias que querem explorar esse potencial, a gerente da área de consumo da TNS, Ana Sequeira, avisa: a interação da empresa com a comunidade online deve ser sutil e não invasiva.
O Brasil fechou com 66,3 milhões de internautas no ano de 2009, compostos por acessos em todos os ambientes, sejam eles residências, trabalho ou locais públicos, como navegou por mais tempo que europeus e americanos, totalizando 44 horas no mês, à frente de: EUA, com 40 horas, Austrália com 39 horas, França com 38 horas, Reino Unido com 37 horas, Espanha com 35 horas, Alemanha com 33 horas, Japão com 31 horas e Itália com 29 horas, englobando os locais de acesso trabalho e domicílios. Quando o acesso inclui tempo de uso no computador, este número sobe para 66 horas em dez/09.
No comércio eletrônico, a subcategoria Lojas de Varejo aumentou em 2,9% seu número de usuários e chegou ao maior patamar de audiência já alcançado, de 21,3 milhões de pessoas.
Telecomunicações e Serviços de Internet continua sendo a categoria com maior tempo de navegação. Nela estão classificados os sites de e-mail e de telefonia, assim como os serviços de mensagens instantâneas, de downloads e de hospedagem, com 34,6 milhões de usuários.
Também em dezembro, 23 milhões navegaram em sites da subcategoria Vídeos e Filmes, em que se classificam site como o YouTube, e 13,8 milhões navegaram em sites da categoria Transmissão de Mídia, em que estão os sites de vídeos profissionais. Juntas, as duas categorias chegam a 24,8 milhões de pessoas assistindo a vídeos online. Tempo de navegação já é de 1 hora e 5 minutos por mês na subcategoria Vídeos e Filmes.
Fonte: e-commercebrasil.org e IDG NOW.

















