Perfil
Um estudo realizado pela Bridge Research revela como agem os “nativos digitais” e o que pensam sobre temas atuais no mercado.
Constatou-se que a Geração Y, nascidos entre 1978 e 1990, possui uma nova forma de ver e atuar no mundo, novos valores e comportamentos desenvolvidos a partir da integração da tecnologia ao cotidiano, uma vez que cresceram jogando videogame e ouvindo música na internet. A pesquisa mostra que existem semelhanças comportamentais entre os integrantes da Geração Y, determinadas pelo poder aquisitivo e o nível social. A análise do nível escolar, aponta que 84% dos entrevistados possuem alta escolaridade e 16% têm primário e ginásio (completo ou incompleto). Cerca de 48% só trabalham e 7% trabalham e estudam. Há, ainda, um contingente de 7% que declarou não trabalhar nem estudar.
Os valores que permeiam a Geração Y como um todo são velocidade, liberdade, consumo, individualidade e tecnologia. Eles são liberais no consumo, mas um tanto conservadores no aspecto social. Gostam de novidades, querem estar antenados e buscam símbolos que os liguem a comunidades. Fidelidade a empresas, no entanto, não está em seus horizontes – em vez da busca de status pessoal, a afeição a marcas é uma forma de expressar um comportamento coletivo. Também são impulsivos, impacientes e, no mercado de trabalho, não pensam duas vezes antes de mudarem de emprego caso não se sintam valorizados ou confortáveis no ambiente corporativo.

Desejos
A conhecida Geração Y vive um mundo completamente virtual, seja através de um gadget que tenha às mãos, seja através dos mais de 170 milhões de celulares habilitados, segundo dados da consultoria Tendências.
Digitando o termo Geração Y, entre aspas, restringindo a pesquisa no Google, o site irá fornecer “aproximadamente 506.000 resultados”. É muita coisa para um grupo que representa apenas 26,2% da população brasileira, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE.
O mobile marketing é a cara dos Y’s: é rápido, seletivo, com capacidade alta (talvez singular) de segmentar e atingir o público-alvo, e ainda, de baixo investimento e de rápida capacidade de ser ajustada, quando necessário, além do quase inexistente impacto ambiental que essa tecnologia causa.
Dados do IBOPE Mídia, consultoria Gouveia de Souza e grupo Ebeltoft mostram que 42% dos brasileiros aceitam esse novo tipo de propaganda, principalmente por ter a opção de receber ou não aquela informação, ou seja, não é intrusiva.
Sabendo dessa demanda, não à toa que o mercado de mobile marketing atingiu um investimento de R$ 80 milhões em 2009 no Brasil, segundo a Mobile Marketing Association (MMA); para 2010, o número deverá chegar a R$ 200 milhões. É a publicidade que fica em regime de 24/7 com o público.
É uma forma de encantar quem já não se espanta com nada: o lema “tudo é possível” embala a revolução. O mobile marketing está alinhado com a velocidade, liberdade, consumo, individualidade e tecnologia que os jovens Y querem, exijem e buscam.
Eles conversam ao vivo, pelo celular, e-mail, MSN, Twitter ou qualquer outra ferramenta de comunicação que venha a surgir no mundo. Isso torna esses jovens exigentes e certos nas decisões tomadas, pois é uma geração informada, que questiona e exige rapidez e precisão. Para esta geração a comunicação não pode ter barreiras, assim como as empresas, fazendo com que haja mais interação.
Fonte: IDG NOW!, Portal da Propaganda e Webinsider.





















